Vitória da Conquista-BA, 17 de agosto de 2005
Meus queridos companheiros e companheiras do estado da Bahia, de Vitória da Conquista e da região de Vitória de Conquista. Meus queridos trabalhadores, trabalhadoras e estudantes aqui presentes. Meu querido Silas Rondeau, ministro de Minas e Energia. Meu querido Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes. Meu querido Fernando Haddad, ministro da Educação. Meu querido companheiro Miguel Rossetto, ministro do Desenvolvimento Agrário. Meu querido companheiro Waldir Pires, ministro do Controle e da Transparência. Minha querida companheira Marisa. Companheira Alice Portugal, deputada federal. Deputado federal Daniel Almeida. Deputado federal Guilherme Menezes, o nosso grande ex-prefeito de Vitória da Conquista. Nosso querido companheiro deputado federal Luiz Alberto. Nosso querido companheiro Luiz Bassuma. Nosso querido companheiro Nelson Pellegrino, deputado federal. Nosso querido Paulo Magalhães. Meu querido companheiro Coriolano Sales. Nosso arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, dom Geraldo Lírio. Meu caro Naomar Almeida, reitor da Universidade Federal da Bahia. Meu querido José Raimundo, prefeito de Vitória da Conquista. Nossa querida vereadora Maria Lúcia Santos Rocha, presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Deputados estaduais Waldenor Pereira, Edson Pimenta, Walmir Assunção, Paulo Rangel e José Neto. Meu caro Emiliano José. Nossa querida prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho. Senhores prefeitos Carlos Souto, prefeito de Livramento de Nossa Senhora; Jeová Barbosa Gonçalves, prefeito de Piripá; Rubens Soares, prefeito de Ribeirão do Largo. Osvaldo Cruz Morais, prefeito de Jaguaquara; Djalma Gusmão, prefeito de Cordeiros. Nosso querido companheiro Edson Pimenta, nosso representante da Fetag. Meu querido Walmir Assunção, representante do MST. O Walmir aparece aqui com duas representações, uma de deputado e uma do MST. Meus companheiros e minhas companheiras
A nominata aqui é muito grande. Antes, eu queria dar alguns números que eu considero extremamente importantes para o povo da Bahia. Bom, se mexerem com vocês também mexerão comigo.
Eu queria dizer a todos vocês, meus companheiros e companheiras, eu queria dar alguns números do estado da Bahia para que o povo brasileiro e sobretudo vocês saibam o que está acontecendo aqui na Bahia, além do que já foi falado pelos ministros que me antecederam.
Eu queria que os ministros prestassem atenção, porque são números muito significativos.
O nosso programa Bolsa Família que, certamente este ano, será consagrado o maior programa de transferência de renda de qualquer país do mundo, somente aqui na Bahia são 946 mil e 347 famílias recebendo o Bolsa Família, dando condições para que eu possa afirmar para vocês que o governo federal passa todo ano para o povo da Bahia, só no Bolsa Família, 777 milhões e 600 mil reais. Isso significa, possivelmente, o maior programa de transferência de renda já acontecido na nossa querida Bahia.
Mas é importante, Valmir, você também prestar atenção, porque antes do nosso governo, o Pronaf, que é o programa de Financiamento da Agricultura Familiar - e o Rossetto, que é gaúcho, sabe disso - o Pronaf era um programa eminentemente sulista, 90% do dinheiro do Pronaf ia para três estados do Sul do país: Rio grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. E chegava muito pouco no Nordeste, muito pouco no Norte e muito pouco no Centro-Oeste.
Sabe quantas pessoas já assinaram o contrato nessa safra que terminou agora, em julho? Cento e dezesseis mil. Novecentos e doze mil contratos foram feitos, trazendo para a Bahia 295 milhões e 377 mil reais para ajudar o desenvolvimento da agricultura familiar. Mas, eu estava vendo quando o Fernando Haddad estava falando, ele citou alguns números e muita gente aqui na frente não estava prestando atenção. Eu vou repetir os números.
Quando nós criamos o ProUni, que era um jeito de a gente incluir o povo pobre nas universidades, sobretudo aquelas meninas e meninos que estudavam nas escolas públicas, muita gente fez contestação. Pois bem. O ProUni, uma idéia engenhosa do nosso ministro Fernando Haddad e do ex-ministro Tarso Genro, conseguiu, no primeiro ano, colocar nas universidades brasileiras 112 mil adolescentes que não tinham perspectiva de estudar porque não tinha vaga nas Federais e porque não podiam pagar uma universidade particular.
Nós fizemos um acordo com as universidades particulares, fizemos algumas isenções de impostos e elas transformaram o valor equivalente do imposto em bolsa de estudo para as crianças estudarem. Só aqui, na Bahia, foram 9 mil e 807 jovens que entraram na universidade, dos quais, a grande maioria é gente da periferia, que estudava em escola pública e, mais ainda, uma boa parte representante do povo negro brasileiro, que sempre esteve marginalizado do processo universitário brasileiro.
Mas aqui, Zé Raimundo, também tem uma coisa importante. Aqui em Vitória da Conquista, foram 1.092 vagas, 1.092 vagas é uma coisa extraordinária para uma região que tinha pouca perspectiva de fazer com que seus jovens pudessem estudar numa universidade. É lógico que nós gostaríamos de poder estar aqui anunciando o triplo, mas é lógico também que nós, que somos práticos, sabemos que não será possível mudar em quatro anos o que foi destruído ou não foi construído em 500 anos de história do nosso querido país.
Uma coisa extremamente importante e que eu não sei se precisa nem de discurso mais, porque eu já estou realizado com os discursos dos ministros. A hora em que eu apertei aquele disjuntor ali e tocou aquela sirene, eu fiquei esperando aquelas luzes acenderem. Possivelmente, as pessoas que nasceram nas cidades, que já nasceram numa maternidade com luz, que foram para uma casa com luz, que saem de noite na rua, numa rua com luz, talvez essas pessoas não tenham o significado do que é um bico de luz numa casa de um camponês ou de uma pessoa da periferia que morou anos e anos à luz de candeeiro.
Era um candeeiro para cozinhar na beira do fogão de lenha, era um candeeiro, muitas vezes, para colocar um botão na camisa de um filho para ir para a escola, era um candeeiro, muitas vezes, para atender um filho doente à noite e normalmente as casas não tinham banheiro dentro, era um candeeiro para sair de noite para ir ao banheiro. A falta de energia na casa das pessoas, na verdade é como se a pessoa estivesse vivendo um momento de trevas, ou seja, a claridade, a luz elétrica, um bico de luz, é a possibilidade de tirar um ser humano das trevas em que ele se encontrava e dar ao ser humano a possibilidade de ele conquistar a cidadania. A cidadania das crianças poderem estudar à noite sem forçar a sua visão, a cidadania do cidadão poder comprar uma geladeira, um rádio, um liquidificador, a cidadania da pessoa ter acesso a uma televisão, ter acesso às informações, portanto, a pessoa ficar muito mais esperta e estar acompanhando muito mais o que acontece no quotidiano do mundo.
Seria muito mais fácil, para qualquer governante do país, governar apenas para uma parte dos brasileiros que já conquistou a cidadania, seria muito mais fácil a gente governar apenas para aqueles que conseguem audiência conosco dentro do Palácio, que muitas vezes vão ao Palácio com projetos extraordinários, projetos importantes, mas que às vezes custam bilhões e bilhões. Nós não queremos deixar de atender os grandes projetos, mas não podemos, em nenhum momento, deixar de dar ao povo pobre deste país a oportunidade de conquistar a sua cidadania, de morar melhor, de estudar melhor, de trabalhar melhor, de comer melhor e de poder criar os seus filhos com dignidade. E isso, nem todo mundo gosta.
Tem gente que fala assim para mim: "Presidente, por que gastar 7 bilhões com Bolsa Família? Isso é dar esmola. O povo precisa é de emprego." O objetivo do Bolsa Família é exatamente esse. É encher a barriga das pessoas até que surja a oportunidade de emprego, porque se não tivesse o Bolsa Família, muitos morreriam antes de poder ter acesso a um posto de trabalho, a uma oportunidade de trabalhar.
Agora, também, eu não quero obrigar ninguém que nunca sentiu fome a saber o que é a fome. Não quero, porque só sabe quem passou. Alguns fazem greve de fome, como eu fiz, por convicções ideológicas. Eu estava preso em 1980 e fiz seis dias de greve de fome. Mas antes de fazer greve de fome, eu sei o que é uma mãe se levantar de manhã e não ter um pedaço de pão velho para dar para o filho comer; eu sei o que é uma pessoa se levantar de manhã e não ter um pouco de pó de café para fazer um café para a família ir para a escola tomando um café; eu sei o que é uma mãe com seis ou sete filhos agarrados no rabo da sua saia pedindo comida e não ter nenhum bocado de feijão para colocar no fogão de lenha.
Essas pessoas são tão brasileiras quanto aquelas que podem e nós não estamos dizendo ou falando mal daquelas que podem, nós apenas estamos dizendo: tem uma parte do Brasil que já conquistou a cidadania, tem uma parte do Brasil que come três vezes ao dia, tem uma parte do Brasil que tem acesso às melhores escolas, aos melhores médicos, às melhores casas, e nós precisamos cuidar da parte mais pobre que ainda não teve oportunidade neste país. E isso exige paciência porque governar um país com a dimensão do Brasil não é uma tarefa simples, é um jogo de paciência quotidiano para que a gente consiga estabelecer um padrão de equacionamento entre os vários interesses que estão em jogo neste país, interesses que foram construídos ao longo de séculos e séculos, culturas estabelecidas nas cabeças das pessoas.
Eu fico vendo vocês aqui e fico me lembrando do programa Brasil Sorridente. Quem nunca precisou de dentista ou quem precisou e pode pagar não tem problema. Mas neste país, meninas pobres de 17 anos, meninos de 17 ou 18 anos, em vários locais do Brasil não sorriem para a gente com vergonha de mostrar a janela que está aberta na sua boca, porque não podem ir ao dentista, porque não tiveram água tratada, porque não tiveram as condições de viver dignamente.
E o Brasil Sorridente, meus companheiros, é a maior política de saúde bucal já pensada em algum país do mundo, são 400 centros de saúde bucal, cada um com capacidade para atender 500 mil pessoas. Atendimento marcado por telefone, para que as pessoas façam aquele aparelho de ferro que os pobres vêem na boca dos ricos. Agora, os pobres vão poder colocar aquele aparelho para fazer correção dos seus dentes. Tratamento de canal, que era uma coisa de quem podia pagar, agora vão poder fazer em quase todas as cidades brasileiras. Já temos 167 prontos e vamos terminar 400 até o final do ano que vem.
Todo mundo aqui sabe que no nosso querido Nordeste, muitas vezes, um político mau caráter distribuía dentadura que nem servia na boca da pessoa, mas distribuía em época de eleição. Agora, o pobre vai poder ir num protético, vai poder fazer o seu molde e vai sair com uma dentadura, com uma prótese que caiba na sua boca, feita para ele, como se fosse uma pessoa em qualquer lugar do planeta Terra.
Se em algum momento da história deste país nós tivemos governantes que não souberam olhar no olho do povo pobre sem pensar em eleição, que não souberam olhar no olho do pobre sem pensar no dia do voto, eu quero dizer para vocês: eu trago nas minhas convicções a minha origem de um homem que não esquece de onde veio e que sabe muito bem para onde vai.
Muitas vezes, o que queremos fazer no Brasil não pode ser feito com a pressa que a gente gostaria. Eu, de vez em quando, brinco com a Marisa. Quando nós nos casamos, a Marisa logo ficou grávida, e como todo pai que vai ter o seu primeiro filho fica meio "tan-tan", fica meio azucrinado, a gente não tem paciência de esperar os nove meses, a gente gostaria que nascesse no dia seguinte. E tem que esperar nove meses, se nascer antes pode ter problemas. E também não pode ser depois, tem que ser no tempo certo.
Pois bem, a política é assim. Nós estamos construindo a base para fazer com que esse povo pobre do país possa viver com dignidade e com decência.
E o programa Luz para Todos, que nós viemos anunciar hoje, quando eu acendi esta luz aqui, 20 estados da Federação, ao mesmo tempo, em outras comunidades, estavam recebendo o mesmo Programa. Daqui a alguns meses eu queria que quem não é daqui, desta comunidade, viesse aqui para ver o avanço que houve na casa dos trabalhadores que receberam.
Muitas vezes a gente fica iludido achando que o povo pobre é muito exigente. O Silas me contava, emocionado, esses dias, que foi inaugurar um programa Luz para Todos, e quando foi visitar a casa de uma mulher, ele perguntou para a mulher: "O que a senhora vai fazer agora, que tem luz na sua casa?". Ela falou: "Eu vou comprar um liquidificador". E ele falou: "Para que vai comprar o liquidificador?" "Para fazer polpa de fruta, para fazer sorvete, vender e ganhar o meu dinheirinho." É assim que funciona a cabeça do povo pobre deste país. É assim que funciona a cabeça das famílias mais humildes e, muitas vezes, nós passamos pela política e nem notamos. É assim que funciona a cabeça das pessoas que sonham e que querem construir um país de verdade. É por isso que esse programa Luz para Todos é uma paixão para mim. Eu vivi pouco tempo no escuro. Eu vivi pouco tempo no escuro, eu vivi pouco tempo nas trevas, até os sete anos de idade em Garanhuns, Pernambuco, mas eu sei que ainda hoje são 12 milhões que estão vivendo e nós assumimos um compromisso de, até 2008, não ter uma única casa neste país, de pobre, que não tenha um bico de luz para acordar, se deitar, podendo acender a luz, ler, ver televisão, ter geladeira. Chega de guardar comida embaixo da pia, chega de ver comida estragar porque não tem como guardar. Agora, as pessoas vão conquistar um passo a mais naquilo que a gente chama de direitos humanos, que é o direito, o respeito à vida com dignidade.
Mas não é apenas isso, meus companheiros. A questão da estrada, sobretudo no centro de Vitória da Conquista. Eu sei o sufoco de vocês, sei a angústia do Prefeito, sei a angústia do povo que tem que passar e este acordo que nós fizemos aqui, que foi entregue ao Prefeito, sabe, o meu Ministro, não é para começar e parar. É para começar porque eu quero vir inaugurar. Essa não é uma obra de grande envergadura, mas é uma obra que judiou tanto do povo de Vitória da Conquista, fez o nosso Prefeito passar tanta noite sem dormir que, quando ela estiver pronta, Alfredo, eu quero vir aqui inaugurar essa obra em Vitória da Conquista.
Quero dizer ao companheiro Valmir, do Movimento Sem-Terra, que ano passado eu fui inaugurar a fábrica da Veracel e passei no acampamento chamado "Lulão", e assumi o compromisso que ia voltar lá para a gente assentar e dar dignidade para as pessoas, se Deus quiser com luz, com as casas das pessoas. Ontem, o Miguel Rossetto me informou que já tem possibilidade de assentarmos 400 famílias lá no "Lulão". Então, agora, Valmir, é preciso que você acerte com o Rossetto e com Rolf, porque eu quero voltar ao "Lulão" para inaugurar aquele assentamento e ver se a gente pode ir despertando mais esperança de que o povo brasileiro vai poder conquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, definitivamente.
Eu sei que tem uma crise política e sei dos objetivos da crise política. O papel do Presidente da República é não perder a paciência nunca. Qualquer cidadão pode ficar nervoso, pode xingar. Toda vez que eu fico meio nervoso a Marisa é a primeira a me chamar a atenção: "você não pode, você é o Presidente da República, você tem que contar até dez antes de falar." Então, eu nunca, eu nunca... muitas vezes, por mais que eu esteja irritado ou nervoso, eu não posso dizer tudo o que eu penso em função do cargo em que eu estou e porque também sei que o povo não gosta de um Presidente que fica gritando, que fica berrando. O povo quer um presidente que converse com ele com a tranqüilidade com que uma mãe conversa com o seu filho, com que um pai conversa com o seu filho, com respeito.
Quero dizer aos companheiros que eu sou um homem que crê em Deus e eu nunca tive nada fácil na minha vida, nunca. Quero dizer aos companheiros ministros e deputados e ao povo trabalhador: eu nunca tive a certeza de que ia ser fácil governar o Brasil e que eu não ia ter problema, nunca. Eu sei que tem esses e podem surgir muitos outros. O que nós não podemos nunca é perder de vista duas coisas: primeiro, a responsabilidade de afirmar a vocês que tantos quantos cometeram erros, praticaram ilícitos, serão punidos. Serão punidos da forma mais rigorosa, mas não podem ser punidos pelo Presidente da República, o máximo que o Presidente da República pode fazer é afastar. Depois, tem que passar pelos padrões da Justiça brasileira que tem que julgar as pessoas, não é o Presidente da República.
Então, podem ficar tranqüilos, isso vale para a minha casa, isso vale para o meu Partido, isso vale para os meu amigos sindicalistas, isso vale para o povo brasileiro. Nós nascemos para andar corretamente, tem leis, tem regras, quem não cumpriu, cometeu erro, tem que pagar. Agora, o que precisamos é ter consciência de que nós temos que esperar as pessoas serem julgadas, processadas, para que a gente não cometa nenhum abuso de autoridade e vá punindo de forma desordenada para punir inocentes neste país, porque a história também está cheia de exemplos.
A segunda coisa que eu queria dizer para vocês, é que a vida inteira eu e milhões de companheiros por este país lutamos por justiça social, lutamos por ética, que são valores fundamentais na construção da família brasileira, que é a base de sustentação de uma nação. Se a família não estiver integrada, se não houver harmonia entre pai, mãe e filho, se não houver harmonia entre todos aqueles que compõem a base da sociedade, que é a estrutura familiar, tudo o mais fica difícil.
E o meu trabalho de Presidente não é apenas administrar a grande política de Brasília, é cuidar para que a família brasileira viva em harmonia, viva em paz, que pai goste de filhos, que filhos gostem da mãe e que juntos eles possam construir a base de uma nação livre e soberana que nós vamos consagrar no nosso país.
Quero dizer para vocês que toda vez que eu tenho que falar em público, quando eu vejo a faixa dos companheiros me apoiando, eu quero que vocês voltem para casa com a seguinte tranqüilidade: eu sou um homem tranqüilo. Tranqüilo porque tenho a minha consciência limpa, tranqüilo porque tenho a minha consciência tranqüila. Não são poucos os que querem jogar para dentro do Palácio algum erro, algum processo de corrupção. Eu estou mais aberto do que coração de mãe. Não tem nada mais maleável e mais sensível que coração de mãe. Portanto, não haverá, da nossa parte, nada que não possa favorecer qualquer investigação, lembrando que em três anos de governo a Polícia Federal, comandada pelo meu governo, prendeu mais corrupto do que nos últimos 30 anos neste país. E vai continuar prendendo seja quem for, de onde for, de que credo for, não tem importância.
O que nós queremos é construir um país em que, do Presidente da República ao mais humilde dos cidadãos brasileiros, sejamos uma sociedade exemplar no progresso, exemplar no crescimento econômico, exemplar na distribuição de renda, mas exemplar, sobretudo, no comportamento ético. Uma Nação em que ninguém, nunca, terá vergonha de olhar um na cara do outro e dizer: eu sou brasileiro, por isso eu não desisto nunca. E fiquem certos que essas minhas viagens pelo Brasil também deixam as pessoas irritadas.
Ontem, eu terminei uma reunião do Ministério, junto com o Rossetto, junto com o Alfredo, junto com o Silas, às cinco para meia-noite. Cheguei em casa à meia-noite e quinze. Vou chegar em casa agora à tarde e vou ter outra reunião para discutir o orçamento, mas não vou deixar de andar no meio do povo não. E sabem por que eu não vou deixar de andar no meio do povo? Porque pode ter presidente que deixa a Presidência e vai morar em Paris, pode ter presidente que vai morar em Nova Iorque, pode ter presidente que vai morar na Alemanha, em Londres, não sei onde, pode ser que tenha presidente que vá fazer um curso não sei onde. Eu não tenho para onde ir a não ser ao encontro desse povo extraordinário que há mais de 30 anos, junto comigo, constrói o que nós conquistamos hoje.
Muito obrigado. Meus parabéns a Vitória da Conquista, parabéns ao povo da Bahia e até outro dia, se Deus quiser.
fonte: www.info.planalto.gov.br
