São Bernardo do Campo-SP, 24 de julho de 2005
Meus companheiros e minhas companheiras cegonheiros do meu país
Eu tive o privilégio de, em 1978, quando eu era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, naquele tempo eu era metalúrgico do ABC, era só São Bernardo e Diadema, de receber um grupo de cegonheiros do Sindicato para que a gente pudesse criar um Sindicato dos Cegonheiros no Brasil. Foram feitas algumas reuniões lá no Sindicato dos Metalúrgicos e, depois de algum tempo, surgiu o Sindicato dos Cegonheiros de São Bernardo do Campo.
Houve muita briga, muita disputa, houve muito... só não houve tapa, mas houve muita briga até que, há dez anos ou um pouco mais, vocês conseguiram criar uma Direção que pudesse, verdadeiramente, falar em nome dos cegonheiros brasileiros, porque vocês criaram o Sindicato Nacional.
Mais ainda, motivo de orgulho, Aliberto, é que quando eu assumi a Presidência da República, era quase impossível pensar em criar cooperativa de crédito e cooperativas de consumo.
E hoje, chegando aqui, eu recebo a notícia dos companheiros da Direção dos Cegonheiros que, Graças a Deus, já tem funcionando, e funcionando bem, uma cooperativa de consumo. E, agora mesmo, foi conquistada uma cooperativa de crédito para que vocês possam ter acesso a crédito mais barato para que os cegonheiros possam, inclusive, trocar o seu próprio caminhão.
Mais ainda: eu entreguei ao companheiro Aliberto um documento do Modercarga, que é um programa especial que o governo fez, através do BNDES, para possibilitar que um caminhoneiro possa comprar um caminhão novo a juros mais baratos, sobretudo o caminhoneiro autônomo, depois a micro e pequena empresa, depois a média empresa. E, também, um companheiro que tem um caminhão usado, esse caminhão pode entrar como contrapartida, ou ele também pode financiar um caminhão usado que tenha menos de 7 anos de vida.
E por que estamos fazendo isso? Porque nós sabemos que, muitas vezes, um motorista, na estrada, fica atrás de um cegonheiro, num caminhão de vinte e poucos metros de comprimento, e fica dizendo: "esse caminhão atrapalha, esse caminhão está atrapalhando", quando, na verdade, se não fossem os caminhoneiros, se não fossem os cegonheiros, o Brasil não seria o que é, não teria chegado aonde chegou, porque é através dos cegonheiros e através dos caminhoneiros que a gente consegue desenvolver o nosso querido país.
Mas eu sei, companheiros e companheiras, que vocês passam uma vida difícil. Eu lembro do tempo em que os cegonheiros praticamente não tinham possibilidade de negociar com as indústrias o preço do frete. E todos nós sabemos que não é justo que aqueles que carregam o caminhão, que entregam o caminhão na porta da casa do freguês, fiquem com uma fatia insignificante diante dos atravessadores.
E isso só pode ser conquistado com muita organização de vocês, com muita confiança entre vocês e a entidade de vocês, entre o sindicato e os trabalhadores. Porque somente assim a gente vai conseguir levar tranqüilidade para a família dos cegonheiros do Brasil.
E eu queria dizer, Aliberto, que está aqui comigo o meu companheiro Alfredo Nascimento. Até outro dia era prefeito da cidade de Manaus, foi diretor da Suframa e, hoje, é o companheiro ministro dos Transportes, que tem a incumbência de recuperar as estradas brasileiras, que nós herdamos mais de 38 mil quilômetros de estradas praticamente intransitáveis.
Eu, de vez em quando, fico me perguntando o que era feito neste país, que nem manutenção das estradas era feita. E este companheiro tem a incumbência, tem dinheiro, tem um programa especial para que a gente possa, definitivamente, entregar aos usuários, aos caminhoneiros, aos motoristas, as estradas brasileiras de forma transitável, para que haja menos tempo na entrega, para que o motorista fique menos tempo fora de casa e para que ele gaste menos óleo, menos pneus e que possa lucrar um pouco mais com o seu transporte.
Eu queria, Alfredo... isso aqui não é protocolar, não, isso aqui é uma festa e vai ser inédito, agora, porque eu vou passar a palavra ao nosso Ministro dos Transportes, para que ele possa dizer o que está sendo feito nas estradas brasileiras.
Por exemplo, no começo do mês que vem nós vamos, finalmente, Aliberto, inaugurar definitivamente a nossa querida Fernão Dias, que está há mais de 12 anos para ser inaugurada, e nós vamos inaugurar. Finalmente, nós vamos terminar a BR-116 e outras estradas. Ele vai dizer o que vai acontecer.
Com vocês, o nosso companheiro Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes.
fonte: www.info.planalto.gov.br
