Discurso do Presidente Lula: lançamento do Programa de Modernização e Expansão da Frota Nacional de Petroleiros da Petrobras Tra

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Niterói, RJ - 10 de outubro de 2005

Meu caro companheiro Silas Rondeau, ministro de Minas e Energia, Minha querida companheira Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, Minha querida esposa Marisa
Senador Wellington Salgado, Deputados e deputadas federais, Antonio Carlos Biscaia, Elaine Costa, Jandira Feghali, João Mendes de Jesus, Jorge Bitar, Luciano Zica, André Costa, Carlos Santana, Daniel Almeida, Luiz Sérgio, Doutor Heleno e Inês Pandeló,Meu caro Godofredo Pinto, prefeito de Niterói, Meu caro José Sérgio Gabrielli de Azevedo, presidente da Petróleo Brasileiro S/A, Petrobras, , Meu caro companheiro Sérgio Machado, presidente da PetrobrásTransporte - Transpetro, Meu caro Roberto Smith, presidente do Banco do Nordeste do Brasil, Meu caro Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Meu caro Sérgio Bastos, secretário de fomento para ações de transporte do Ministério dos Transportes, Meu caro Wagner, secretário de Estado de Energia da Indústria Naval do Petróleo, Senhor Carlos Alberto Grana, presidente da Confederação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores, Senhor Severino Almeida, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores dos Transportes Aquaviários e Aéreos na Pesca e nos Portos, Senhor Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria Naval, Senhor Maurício Ramos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Senhor José de Oliveira Mascarenhas, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Senhor Luis Chaves, coordenador do Fórum Intersindical dos Trabalhadores da Indústria Naval, Senhoras e Senhores vereadores e vereadoras, Empresários, Trabalhadores, Petroleiros , Marinheiros, Jornalistas, Meus companheiros e minhas companheiras.

Vocês sabem, ser o último orador, quando você tem um discurso por escrito, você vai vendo o seu discurso ser comido por cada orador que fala antes de você. De qualquer forma, eu estou aqui por uma coisa muito nobre. Eu estou aqui, no renascer, de um filho ou de uma família que nunca deveria ter sofrido o que sofreu.

Ter uma Marinha Mercante forte é, na verdade, um gesto e um ato de soberania de uma nação. Eu viajo pelo mundo afora e o gesto mais forte que um presidente da República faz quando está visitando um país estrangeiro, quando estamos passando a tropa em revista, qualquer presidente tem que se curvar num gesto de homenagem à bandeira daquele país.

Ora, se este gesto é tão nobre que um presidente da República que visite o Brasil ou o Presidente do Brasil que visite outros países é obrigado a reverenciar suas bandeiras, abaixando a cabeça imaginem quanto orgulho nós não sentiremos quando estivermos viajando pelo mundo e percebermos que nos portos do mundo inteiro, e no Oceano Pacífico, no Oceano Índico, no Oceano Atlântico, nós vamos saber que navios, com homens e mulheres brasileiros, com a bandeira nacional, estão transportando, exportando e importando riquezas produzidas por nós mesmos, imaginem a gratidão para uma Nação.

Segundo, eu queria agradecer a alguns setores da sociedade. Primeiro, aos companheiros engenheiros da Petrobras, da Cope, aqui no Rio de Janeiro, aos trabalhadores e aos empresários porque, sem vocês, eu não teria conhecimento suficiente para enfrentar o debate de 2002 contra a direção da Petrobras àquela época, que teimava em dizer que os estaleiros brasileiros não tinham condições de recuperar a indústria naval brasileira, sobretudo no que diz respeito às plataformas. Foram vocês, depois de uma consulta minha, depois de dezenas de reuniões, artigos de jornais, panfletos, que me convenceram: "vamos nessa, que nós vamos ganhar". Não apenas ganhamos as eleições como, pouco tempo depois, a razão venceu a mentira: a indústria naval brasileira está de pé outra vez, e os trabalhadores brasileiros voltaram a trabalhar com muito orgulho. Aí, eu já não falo nem mais como Presidente, é um pouco da mistura de presidente e de metalúrgico. Eu sei das iniciativas do Prefeito, sei do esforço que o ex-governador Garotinho fez com a isenção de impostos para que a indústria naval se recuperasse, mas tinha consciência de que era preciso uma decisão do Estado brasileiro para que nós pudéssemos, definitivamente, recuperar a nossa indústria naval, recuperar a nossa Marinha Mercante, e fazer com que o Brasil pudesse desfilar orgulhosamente nos oceanos do mundo com a nossa gente, com os nossos produtos e com a nossa bandeira.

Os dados, por si só, são muito fortes. Na década de 70, quando eu comecei a vir ao Rio de Janeiro, tive a oportunidade de conhecer um companheiro que agora, por acaso, eu estou vendo a cara dele ali, o nosso querido Abdias, ex-presidente do Sindicato dos Estaleiros de Niterói. Naquele tempo, a indústria naval brasileira se orgulhava de ter aproximadamente 40 mil trabalhadores produzindo navios e barcos. O Brasil era altamente competitivo, vendíamos navios para o mercado interno, para outros países em desenvolvimento, inclusive, vendíamos navios para países desenvolvidos. Na segunda metade da década de 80, enquanto a indústria naval crescia em todo o mundo, a indústria naval brasileira entrava em crise. Em 1986, os navios de bandeira brasileira chegaram a movimentar 22% do comércio exterior do Brasil. No entanto, essa participação veio caindo sistematicamente e chegou, agora, a apenas 4%. Estou tirando a parte que eu já falei e que já falaram aqui...

Bem, depois de toda a celeuma nesses anos todos, o que nós estamos fazendo hoje aqui é aquele negócio de matar a cobra e, ao invés de mostrar o pau, que não prova que você matou a cobra, você está mostrando a cobra morta. Como todos nós... Não, porque não tem nada mais mentiroso do que alguém dizer "mata a cobra e mostra o pau", ou seja, mata a cobra e mostra a cobra. Agora, como nós somos todos preservadores da natureza, nós não vamos matar nenhuma cobra e vamos mostrar aqui o que está acontecendo.

O dado concreto é que está provado que o trabalhador brasileiro, e eu quero dizer isso com orgulho, porque esta semana aconteceram dois eventos importantes na minha vida. Primeiro, eu fui participar, segunda-feira, em São Paulo, da Olimpíada do Conhecimento dos alunos do Senai. O Senai que me formou e lá, por volta de seis mil alunos, em uma festa extraordinária, eu ganhei o torno em que eu estudei em 1962, de presente. Eu encontrei os meus companheiros, da minha turma de 1962 e, durante alguns segundos, a minha cabeça voltou a pensar naquela época. E eu digo sempre "o que seria da minha vida se eu não tivesse tido a oportunidade de aprender uma profissão?" Com uma profissão, eu passei a ganhar mais, passei a ter mais sorte no emprego, fui trabalhar em uma fábrica importante, e esse é o sonho de cada pai neste país. Não tem nada mais sagrado para um pai do que saber que o seu filho ou a sua filha está aprendendo uma profissão e que vai poder procurar emprego, de cabeça erguida, porque quando a gente não tem profissão, eles só falam para a gente "não tem vaga, não tem vaga". Quando a gente tem uma profissão, muitas vezes a gente chega e pode entrar.

E agora, mais fácil, porque eu quero contar um pequeno caso aqui que o Grana já sabe. Eu fui dirigente sindical em um momento auspicioso do crescimento do emprego no Brasil, que foi na década de 70, e um paradoxo: o melhor momento do emprego no Brasil e o pior momento político da história do Brasil, que foi o auge da dureza do regime militar, o presidente era o Geisel. Naquela época, o Abdias deve estar lembrado, tinha emprego que uma empresa ia na porta da outra fábrica roubar trabalhador, ia com carro de som dizer "olha, a minha fábrica está pagando mais". Tirava o trabalhador da fila e levava, só que a gente não sabia que esse crescimento econômico estava sendo feito às custas de um endividamento enorme e que, depois da década de 80, nós passaríamos 20 anos "comendo o pão que o diabo amassou" para poder resolver o problema da contração dessa dívida.

Pois bem, essa dívida contraída, foi muito bom, nós crescemos e esse momento foi muito importante. Fazia muitos anos, e eu dizia no Congresso dos Metalúrgicos nesse dia, "há muitos anos que nós andávamos pelo Brasil afora e a gente não via uma placa 'precisa-se de emprego". Não víamos. Tinha desaparecido, porque foram quase 20 anos de encolhimento dos postos de trabalho neste país. Ora pelo não-crescimento da economia, ora pelos avanços tecnológicos, ora pela venda das nossas empresas estatais, eu sei que nós entramos em uma situação difícil. E eu fui no Congresso dos Metalúrgicos para dizer, esses dias, que nesses 33 meses foram quase 300 mil empregos, só na área da metalurgia, porque estamos criando, a cada mês, uma média de 105 mil empregos contra 8 mil empregos criados por mês no governo anterior.

Então, eu faço questão de dizer, em todo lugar, que é para marcar na cabeça das pessoas, em 33 meses nós estamos criando, com carteira profissional assinada, a diferença entre os trabalhadores demitidos e os admitidos, nós temos um saldo positivo de 105 mil empregos a cada mês, na média. No governo anterior, foram apenas 8 mil. Esse dado é, talvez, o dado mais significativo, porque um posto de trabalho criado na indústria direta significa 1,2 empregos criados indiretamente. Então, significa que mais gente está entrando no mercado de trabalho e, como eu dizia durante a minha vida inteira, não tem nenhum momento mais orgulhoso na vida de um pai do que quando ele chega no fim do mês e, às custas do seu trabalho, pode levar o sustento para sua família. Não tem nada mais orgulhoso, e é isso que nós estamos tentando fazer.

Mas o segundo momento que me deu emoção foi quando uma indústria automobilística foi a Brasília me apresentar o seu carro novo, com engenharia 100% nacional, engenharia carro flexil, carro a gasolina e a álcool, 100% nacional. E eu digo isso, meu caro Silas, e é importante dizer que o Silas, com uma gentileza que só os maranhenses podem ter, falou "Presidente, já falou muita gente, acho que está na hora de o senhor falar", e pediu para que ele não falasse. Então eu estou fazendo aqui o meu discurso e o dele ao mesmo tempo.

Mas, a coisa mais importante é que eu tenho debatido, no mundo inteiro, com empresários, e o que eles falam para mim: "presidente Lula, não tem, no mundo, trabalhador mais criativo, mais inteligente, mais produtivo do que o trabalhador brasileiro.

Ora, se a nossa Indústria Naval estava paralisada e a gente não podia mostrar a competência da nossa Indústria Naval, agora nós vamos mostrar ao mundo que nós somos bons de carnaval sim, nós somos bons de futebol sim, nós bons num monte de coisas, também temos defeitos, mas eles vão saber que os trabalhadores brasileiros não perdem para nenhum trabalhador de qualquer parte do mundo, quando se trata da qualidade e da capacidade produtiva.

Vejam, uma outra coisa grave era a questão de financiamento. Vocês não sabem o trabalho para a gente poder liberar o dinheiro da Marinha Mercante. O dinheiro estava lá, mas foram criados ao longo do tempo, tantos obstáculos, que para que a gente pudesse liberar, foi um trabalho de mais de um ano, mais de um ano para liberar o dinheiro.

Já liberamos mais de 1 bilhão e 300 milhões de reais em financiamento do Fundo da Marinha Mercante para a renovação e ampliação da frota nacional de embarcações. Resultado: prestem atenção. Desde janeiro de 2003, foram lançadas ao mar 58 embarcações e 76 outras já estão financiadas. Além disso, 43 estão sendo construídas, e outros projetos, tanto para o transporte marítimo de cargas quanto para atividades de apoio à exploração de petróleo, estão em fase conclusiva de análise.

Aqui, um dado extremamente importante. Nós tomamos a decisão, não apenas de anunciar essa parceria Petrobras/BNDES/Banco do Nordeste, nós estamos financiando também barco pequeno de pesca, da mesma forma que nós financiamos uma televisão, da mesma forma que nós financiamos um carro. Nós abrimos uma linha de crédito no BNDES, com o dinheiro da Marinha Mercante, para que o cidadão que vive da pesca tenha o mesmo direito de ir fazer uma encomenda de um pequeno barco, para que ele possa pescar com um barco mais moderno, mais seguro e que ele possa, inclusive, ganhar um pouco mais do que ele ganha.

Eu quero dizer, Godofredo, que nós estamos com uma dívida com a Prefeitura de Niterói porque ficou uma celeuma aí se ia fazer o terminal pesqueiro no Rio de Janeiro ou em Niterói. O Rio de Janeiro tinha um terreno maior, que era um estaleiro, e Niterói tinha a coisa menor, mas parece-me que do Rio de Janeiro tem um problema sério com o terreno porque tem gente que quer vender para a União um terreno que é da própria União. Aí não dá.

Então, a Dilma está aqui na minha frente, ela já vai anotar e ao chegar lá nós vamos conversar para que a gente possa fazer o terminal pesqueiro. Quando desabrochar o problema do terreno, nós fazemos o outro aqui no Rio de Janeiro.

Eu acho, companheiros e companheiras, que estar aqui no dia de hoje, é, não apenas uma coisa emocionante, mas é a constatação de um dado. De saber que há 15 anos quando eu lia nos jornais "o governo desmonta a sua Marinha Mercante", "o governo vende, as suas empresas de navios são privatizadas" "governo entrega isso". Eu ficava pensando: como é que pode um país querer ser uma nação respeitada no mundo se ela não se respeita? A gente só conquista respeito quando a gente se respeita, não adianta querer que os outros respeitem a gente apenas pelos olhos ou pelo cabelo. As pessoas respeitam a gente pelo caráter, pelo nosso comportamento, e ter uma Marinha Mercante forte é a gente ter condições de dizer: "O Brasil não está nesse jogo apenas para competir, o Brasil está nesse jogo para ganhar, o Brasil está nesse jogo para vencer, o Brasil está nesse jogo para ficar".

Por isso, eu quero dizer apenas alguns números. Só com essa encomenda da Petrobras, ou seja, vão ser encomendadas cerca de 290 mil toneladas de chapas e perfis de aço, 125 mil toneladas de tubos, mais de 6 milhões de litros de tinta e 2.200 km de cabos elétricos, só para dar uma demonstração do que precisa para fazer apenas essa encomenda. Mas nós não queremos ficar apenas nessa encomenda, nós achamos que o Brasil tem que fazer parceria com outros países, como Argentina, Venezuela, Colômbia, países africanos, fazer parcerias para que a gente possa fazer mais estaleiros aqui, fazer parceria de mais estaleiros lá, para que os países pobres do mundo tenham uma chance na vida de deixar de ser pobre e crescer um pouco.

E o Brasil pode, porque o Brasil tem tecnologia. Vejam que coisa absurda: as trocas internacionais de comércio, feitas através dos oceanos representam, hoje, 80% das transações realizadas em todo o mundo, o que equivale a mais de 7 trilhões de dólares de mercadoria negociada. Nosso comércio, e o do Brasil, depende 95% de navios. Por que a Petrobras tem que ter um déficit na sua balança, gastar, só com frete, 1 bilhão e 200 mil dólares por ano? Por que o Brasil tem que ter um déficit de 10 bilhões de dólares? Não tem nenhuma explicação. Se vocês perceberam o que significa o Brasil mandar para fora 10 bilhões de dólares de pagamento de frete, imaginem o que a gente ganha, esse dinheiro ficando aqui? O que a gente vai gerar de emprego, o que a gente vai poder gerar de novas tecnologias, gerar conhecimento, e tudo vai ficar muito melhor para o Brasil.

Eu vou terminar dizendo a vocês o seguinte, meus companheiros. O companheiro Sérgio Machado, que tem sido um guerreiro na questão dessa licitação... Vocês não pensem que a coisa é fácil, não. Está cheio de gente torcendo para as coisas não darem certo. Vira e mexe, isso é que nem... Vocês já viram um torcedor do Flamengo querer que o Vasco ganhe? Vocês já viram um torcedor do Vasco querer que o Flamengo ganhe? Nada. Na política é a mesma coisa. Vocês não sabem o que é "urucubaca", ou seja, gente torcendo para que as coisas não dêem certo. "Aquilo não pode dar certo, tem que dar errado, porque se der certo..." Graças a Deus, como Deus é brasileiro, é marinheiro, é da indústria naval, é metalúrgico, é químico, é gráfico, é de todas as categorias, e é carioca também, Ele fez com que as coisas dessem certo.

Eu quero dizer para vocês que muito mais coisas vão acontecer, muito mais coisas. Isso aqui... Eu não sei se vocês já mudaram para casa desarranjada. O tempo que você leva para colocar as coisas no lugar, para pintar, percebe que o fio está fora do lugar... O país está vivendo um dos seus melhores momentos e eu, que nunca tive nada de graça na minha vida, não vou jogar fora esta oportunidade. O Brasil está em um ciclo virtuoso que está causando uma certa preocupação em certas pessoas. Por exemplo, a economia brasileira está crescendo, as exportações estão crescendo, as importações de bens de capitais estão crescendo, a poupança interna está crescendo, a massa salarial está crescendo, o emprego está crescendo. O que está caindo neste momento? O custo de vida e a inflação. É por isso que de vez em quando uma dona de casa fala: "mas eu pagava a comida tanto e está mais barato agora". Não é isso? As coisas estão mais ou menos arrumadas, agora, é a gente não permitir que o processo eleitoral do ano que vem venha a exigir que o governante tome medidas irresponsáveis, populistas, tentando fazer apenas alguma coisa para a torcida, sem levar em conta o momento que o Brasil está vivendo.

Eu quero dizer para vocês uma coisa. Nós entramos num momento crucial deste país. Se nós agirmos corretamente, o Brasil poderá ter conquistado definitivamente um novo ciclo de desenvolvimento sustentado e duradouro, que pode demorar de 10 a 15 anos. Da minha parte, vocês podem ter a certeza, da mesma forma que eu tenho coragem de dizer para o meu filho que eu não posso dar uma coisa para ele, eu quero dizer a mais absoluta verdade a vocês: não tomarei nenhuma atitude e não farei nenhum gesto que possa agradar alguns momentaneamente e prejudicar milhões futuramente. Nenhuma atitude eu tomarei. As coisas serão feitas da forma mais responsável possível, serão feitas porque se depender de mim, o Brasil não jogará fora essa oportunidade.

Eu vim aqui dizer: "navegar é preciso", na verdade o poema que depois se transformou em música dizia: "navegar é preciso, viver não é preciso". Caetano Veloso cantava essa música não cantava? Pois bem, eu quero dizer que se há muitos séculos os grandes navegadores diziam "navegar é preciso, viver não é preciso" eu quero mudar um pouco a letra aqui agora para dizer: navegar é preciso e viver melhor é muito mais preciso e é para isso que nós estamos neste ato de hoje.

Meus parabéns à Petrobras, meus parabéns aos trabalhadores, meus parabéns à Indústria Naval e meus parabéns ao Brasil, que finalmente se descobriu enquanto nação.

Um abraço.

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