Discurso do Presidente Lula: ampliação da Sala de Embarque e de quatro Pontes de Embarque do Aeroporto Internacional de Congonha

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São Paulo - SP, 23 de dezembro de 2005

Meu Caro José Serra, prefeito de São Paulo. Ministros que me acompanham. Minha esposa. Empresários e trabalhadores que ajudaram a concluir esta obra
Deputados aqui presentes. Ex-deputados. Secretários municipais. Secretários de estado.

Eu penso que a magnitude de São Paulo, do estado e da capital de São Paulo dentro do território nacional, dentro da economia brasileira, dentro da cultura brasileira, dentro da política brasileira é de tamanha grandeza que eu digo a vida inteira que qualquer coisa que nos fizermos por São Paulo ainda é pouco, diante da contribuição que São Paulo dá ao conjunto da nossa Federação.

Esta obra visa, na verdade, demonstrar apenas respeito ao povo de São Paulo, aos visitantes de São Paulo que transitam pelo Aeroporto. Quando o Carlos Wilson tomou posse na Infraero, eu disse ao Carlos Wilson que era uma questão de honra a gente resolver o problema do Aeroporto e o problema do estacionamento, porque eu duvido que tenha alguém que tenha chegado aqui em São Paulo, numa sexta-feira à tarde, e que não tenha xingado pelo menos uma meia dúzia de mães por este país afora, até porque nós temos facilidade de descarregar em cima de alguém os nossos problemas.

Mas era impossível. Se você viesse de carro para o Aeroporto, com alguém dirigindo para você, você tinha que descer com o carro andando porque, se parasse, o guarda multava. A briga entre os taxistas e os motoristas particulares era um negócio, assim, desumano para uma cidade que representa com muita fidelidade a cara do sucesso que tem o Brasil nesses seus 500 anos

de história.

Vir aqui neste momento é quase que fazer justiça à cidade de São Paulo e fazer justiça ao Carlos Wilson. O Carlos Wilson falou bem da Infraero, mas vocês viram que ele está deixando a Infraero para ser deputado. Ele não está deixando porque eu o estou mandando embora, ele está deixando porque a política é um vício. Então, ele vai lá para a arena de guerra e eu acho que o Carlos Wilson merece todas as homenagens que algum dia um presidente da Infraero mereceu, todas as homenagens. Primeiro, porque eu não sei se em algum momento na história dos aeroportos brasileiros algum presidente da Infraero atacou de uma só vez uma quantidade de obras igual a que o Carlos Wilson colocou em andamento nesses três anos em que ele preside a Infraero. Eu já inaugurei vários aeroportos, no Nordeste, no Norte, aqui, já inaugurei aeroporto tecnológico, já inaugurei aeroporto industrial, já inauguramos aeroportos de Recife, de Campina Grande, de Maceió, Navegantes, Viracopos, e outros tantos como Goiânia, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro, Santos Dumont, estão em fase de acabamento.

Aqui, se tudo correr como pensava o Carlos Wilson, como pensa a Direção da Infraero, eu penso que no mais tardar em junho, até o viaduto já estar pronto, já vai estar tudo terminado e ... ou pelo menos até o final do ano. O dado concreto é que o Carlos Wilson, nesses dois anos e meio deve ter, entre conclusão de obras e novos contratos, investido praticamente 2 bilhões e meio de reais, uma quantia razoável para um país que não tem toda a capacidade de investimento que precisaria ter. E nós vamos continuar fazendo isso pelo Brasil inteiro porque eu acho que os homens ligados ao turismo hoje, e as mulheres, sabem que está acontecendo um outro fenômeno no Brasil que é a quantidade de passageiros que têm descido nos aeroportos brasileiros.

Nós acabamos de aprovar no Congresso Nacional a Anac. A Anac está sendo montada, mandamos os primeiros nomes para o Senado Federal, e eu espero que a Anac trate de tentar ajudar a regular o problema do funcionamento do Aeroporto de Congonhas porque o trânsito aqui, todo mundo sabe que nos vinte minutos que estamos transitando a 500 metros ou a 1000 metros de altura, nós estamos muito mais em perigo do que em qualquer outro Aeroporto, pela quantidade, pelo volume.

Ontem, nós inauguramos a segunda pista de Brasília, que estava encrencada há dez anos por conta de processos judiciais, e apenas ontem nós economizamos 30 mil litros de combustível de aviões que não precisaram ficar circulando em Brasília, não sei se 30 mil ou 30 milhões, mas foi algo em torno de 30.

Agora, em São Paulo também é preciso que haja um ajuste, ou seja, é preciso que a Anac tome conta para permitir que o vôo em São Paulo seja um vôo de melhor qualidade, com mais segurança e que só saiam daqui determinados vôos para determinadas regiões. E que a gente volte a utilizar a plenitude de Cumbica, a plenitude de Viracopos para a gente tentar humanizar um pouco mais a cidade de São Paulo.

Além da beleza arquitetônica que é esta obra, a tranqüilidade das pontes, chamadas modernamente de fingers, além dessa coisa importante para São Paulo, não são pouca coisa, Prefeito, as parcerias que foram feitas porque nós tínhamos 700 vagas no estacionamento aí, era uma briga, sabe Deus quantas horas as pessoas chegavam mais cedo, não para pegar o avião, mas para pegar uma vaga no estacionamento. Agora, nós vamos sair de aproximadamente 850 vagas a céu aberto para, praticamente, 3.500 vagas, nas quais 2 mil e poucas estarão dentro de um prédio em que as pessoas vão ter muito mais segurança.

Portanto, Carlos Wilson, ao invés de uma inauguração, eu acho que a nossa presença aqui é uma homenagem ao seu trabalho, à sua dedicação, às empresas que trabalharam aqui, aos trabalhadores que trabalharam aqui, eu acho que uma homenagem à Infraero, ao seu comportamento como presidente da Infraero. Você não tem data marcada para sair, mas eu já sei que você é candidato, então, logo, logo nós vamos conversar.

Mas eu quero agradecer aos empresários que trabalharam, à Prefeitura, que fez os acordos que precisariam ser feitos, à Infraero, que teve a compreensão de fazer as obras no horário que era possível fazer sem criar mais transtorno aos passageiros que por aqui passam. E quero dizer, Carlos Wilson, que eu acho que a Infraero está dando uma contribuição extraordinária para que o Brasil possa ser melhor visto por quem nos visita, para que o Brasil possa despertar nos nossos visitantes a expectativa de que nós não somos um país onde, na capital mais importante do Brasil a gente tinha um aeroporto tacanho, um aeroporto muito acanhado.

Quem não sofreu, aqui, para pegar os ônibus para ir pegar um avião? Quem não sofreu aqui? Quem não ficou suado antes do momento de suar? Então, eu quero dizer que a Infraero está de parabéns. Deus queira que vocês continuem trabalhando a todo vapor porque isso vai gerar os empregos que nós precisamos.

E quero dizer ao Serra que eu fico esperando que a discussão do Aeroporto do Campo de Marte chegue até a minha mesa, porque é preciso saber que aquela guerra São Paulo perdeu contra o Estado brasileiro, então, vai ser uma discussão entre uma data histórica e um momento histórico que nós vivemos.

Eu acho, Serra, que tudo que o governo federal puder fazer para tornar São Paulo, além da cidade mais rica do país, da maior cidade do país, para ser a cidade melhor em qualidade de vida, eu acho que nós temos que fazer, porque daqui sai grande parte do pão que nós comemos todo santo dia neste país. Eu sou pernambucano, todo mundo sabe, naturalizado paulista porque foi aqui que eu aprendi alguma coisa, foi aqui que eu virei político, foi aqui que eu cheguei à Presidência da República. Então, eu devo grande parte do que eu sou ao estado de São Paulo, à cidade de São Paulo, embora morando em São Bernardo a vida inteira, trabalhei aqui e eu acho que São Paulo merece tudo aquilo que a gente puder fazer porque por aqui passa quase tudo o que acontece no nosso país.

Meus parabéns ao Carlos Wilson por este trabalho extraordinário, a toda a Direção da Infraero. Meus parabéns ao Prefeito de São Paulo porque recebe mais uma boa obra para a cidade de São Paulo, meus parabéns aos empresários, aos trabalhadores e, agora, meus parabéns aos futuros usuários do novo Aeroporto de Congonhas.

Muito obrigado.

Ô gente, me desculpem, fui meio... eu só queria desejar a todos vocês um feliz Natal, um feliz Ano Novo e que a gente possa ter um 2006 muito melhor do que tivemos 2005.

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