Davos-Suíça, 29 de janeiro de 2005
Quero não só cumprimentar a todos vocês, como agradecer o convite feito pelo meu governo, através do ministro Furlan, para que pudéssemos ter essa conversa hoje.
Nós estamos aqui com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci; o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Furlan; o ministro José Dirceu, da Casa Civil; e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Esta reunião é uma idéia do ministro Furlan, e foi por isso que eu me convenci a vir. Depois de dois anos de trabalho, fazermos todas as reformas que nós entendíamos serem necessárias para o desenvolvimento do Brasil, de aprovarmos projetos importantes, como a reforma tributária, a reforma Previdenciária, a Lei de Falências, a Lei de Inovação Tecnológica, o ministro Furlan entendeu que era importante vir aqui, chamar um grupo de empresários e fazer uma apresentação não só das perspectivas futuras do Brasil mas, sobretudo, das coisas que estão acontecendo em nosso país.
Isso para que vocês tenham mais clareza do potencial do Brasil, da perspectiva que nós, do governo, temos e daquilo que nós acreditamos que seja possível construir junto com vocês. Não apenas do ponto de vista de atração de investimentos para o Brasil mas, sobretudo, de parcerias de empresas estrangeiras com empresas brasileiras. Uma coisa que eu tenho provocado sistematicamente nos empresários brasileiros é que eles não devem ter medo de virar empresas multinacionais, que não devem ter medo de fazer investimentos em outros países, até porque isso seria muito bom para o Brasil.
Eu vou pedir ao ministro Furlan que coordene a reunião, pois vou ter que sair daqui a pouco para atender o Primeiro-Ministro da Noruega. Nós vamos ter uma pequena exposição dos ministros, e depois, então, vamos fazer um debate para que possamos responder as dúvidas, as inquietações, que por acaso vocês tenham.
